Cozinha Experimental do Castelo do Mau
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Aventuras, prazeres e desastres da experimentação, com liberdade e sentidos abertos.

Sábado, Março 27, 2004

Três refogadinhos para principal ou acompanhamento 


Azeite e alecrim numa panelinha, uns 3 minutos. Couve-flor, previamente cozida, picada, bastante noz-moscada e mexe bem.

Brócolis, previamente cozido, a seco na panela; bastante gengibre em pó (ou ralado na hora!!) e tomilho. Rega generosa de azeite e mexe bem.

A melhor: amasse sementes de mostarda com um pilão e refogue no azeite quente até que a primeira semente não quebrada estoure; daí, tomates picados e bastante cardamomo em pó.


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Segunda-feira, Março 22, 2004

Bolo inglês 


Dá pra inventar um pouco em cima da receita básica... já vou dando uns toques

Misturar bem numa travessa grande e reservar:
* 2 xícara/chá de farinha de trigo integral
* 1 xícara/chá de farinha de trigo branca
* 1 xícara/chá de castanhas do pará picadas (eu bato no liquidificador) (você pode variar com nozes ou amêndoas, conforme o tema, abaixo)
* 1 colher/sopa de fermento em pó (o de lata mesmo, químico)

Bater por 2 minutos no liquidificador:
* 1,5 xícara/chá de açúcar (prefiro o mascavo, mas pode ser demerara)
* 0,25 xícara/chá de extrato de soja
* 0,25 xícara/chá de azeite
* 1 xícara/chá de água
* o tema do bolo, que pode ser:
..... 2 bananas-prata
..... ou 3 maçãs daquelas pequenas, mais saborosas
..... ou 0,5 xícara de nabo picado (a receita original)

Ligue o forno para ir esquentando.
Depois que estiver bem homogêneo o conteúdo do liquidificador, misturar na travessa com a farinha etc. e mexer bem (uma colher grande ajuda), até molhar toda a farinha. É uma massa grossa, mas bem molhada mesmo, diferente da massa de pão.

Untar e enfarinhar uma forma ou refratário raso (máximo 3 dedos) e largo, e despejar a massa. Espalhar bem. Adicionar uma cobertura, polvilhando com uma peneira fina:
açúcar mascavo, mais algumas coisa, conforme o tema:
* para maçãs ou bananas, canela em pó; talvez uma pitada de cravo em pó
* para nabo, coco ralado ou mais nabo, também ralado

Pronto, o forno já deve estar quente, regule para 180º e asse a massa por 30 minutos.

Espere esfriar, pois enquanto quente, o bolo é quebradiço, e desenforme para uma bandeja, virando-o novamente "de cabeça pra cima".

Para calda, eu acho imbatível a de "chocolate", mas vai leite, para os vegans talvez não role: caramelize 2 ou 3 colheres/sopa de açúcar (mascavo/demerara) numa panela funda (leiteira), com um pouco de água; adicione meio copo de leite e mais meio de água e vá, sempre mexendo com colher de pau, colocando cacau em pó até a cor ficar marrom bem escuro e a textura cremosa, mas ainda bem líquida - acho que dá bem umas 5 ou 6 colheres/sopa de cacau. Quando engrossar, deu o ponto. Daí, é só derramar no centro do bolo e deixar que a gravidade espalhe. Se o topo do bolo estiver com alturas irregulares, controle o escorrimento da calda com a colher de pau.

Depois, geladeira: esse bolo é uma delícia gelado (embora eu sempre coma uns pedaços ainda quentes).


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Domingo, Março 21, 2004

Pães rapidinhos e cheirosos 


Para o café da manhã, para visitar Fernando e Zilda, para receber Sue, Stella e Yu para o almoço, para um lanche com preguiça de fazer almoço... adaptei uma receita de pão-de-minuto de uma embalagem de farelo de trigo da Mãe Terra. Ficou bem melhor que a original, que eu também fiz algumas vezes. Vão bem puros, com manteiga, com mel, com brie, com patês, com berinjela, do jeito que forem.

As quantidade aqui estão dobradas em relação à original. Primeiro os ingredientes secos numa travessa grande, bem misturados: 2 xícaras/chá de farinha de trigo integral; 1 xícara/chá de farinha de trigo branca; 1 xícara/chá de farelo de trigo; 2 colheres/chá de sal; 2 colheres/sopa de açúcar mascavo; 2 colheres/chá fermento em pó; 4 colheres/sopa de grãozinhos legais - no de ontem foram 4 diferentes: gergelim branco, gergelim preto, linhaça e kümmel, e este último eu nunca deixo de usar. Tem que misturar até ficar homogêneo.

Depois os líquidos, 2 xícaras/chá de água com 4 colheres de extrato de soja bem dissolvidas; e 2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem. E misturar até que toda a mistura seca esteja molhada. Pode ser com as mãos mas gruda muito, então, melhor fazer um esforço com uma colher grande mesmo.

Daí, fazer bolinhos do tamanho que se queira - eu gosto de um punhado, mesmo, pouco mais que uma bisnaguinha - e colocá-los numa forma untada com óleo (pode ser de soja, algodão, girassol etc) e enfarinhada (branca mesmo). Toque final: sementes de papoula cobrindo-os.

Por fim, meia hora de forno pré-aquecido a 180º/200º.

Podem ser saboreados quentes ou frios.


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Domingo, Março 07, 2004

Risoto de abóbora 


Fim de semana encerrado em casa, por causa de garganta inflamada, febre, terminando em gripe básica. Felizmente, tinha à mão um bom pedaço de abóbora, bem do pescoço dela (estou falando da abóbora comum, verde e pescoçuda - no pescoço não há sementes, só polpa - não da moranga). Li algo interessante e resolvi adaptar: cortei em cubos pequenos, coisa de um prato de sobremesa cheio, e coloquei para cozinhar em um litro de água já fervente e salgada com uma colher de chá. Vinte minutos depois, acrescentei o arroz integral, que já estava lavado e de molho desde o começo da brincadeira, mais uma colher de chá de cravo-da-índia em pó e outra de noz-moscada em pó também, além de uma pitada de canela em pó. Tudo bem mexido, o arroz vai ao fundo e, depois de mais vinte ou trinta minutos, cresceu e dominou a panela inteira, deixando-a quase seca. No ponto. Ao servir no prato fundo, ralei nozes - para variar do tradicional parmesão, tão comum nos risotos - criando uma camada sobre todo o prato.
No jantar, fui repetir e para dar uma variadinha leve, refoquei algumas folhas de mostarda em azeite com alho dourado, pimenta-do-reino branca e um chorinho de sal.


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